sábado, fevereiro 27, 2010

MANTO DE ESPUMA INVADE RIO TEJO EM VILA VELHA DE RÓDÃO


A Guarda Nacional Republicana garante que "não há situação que leve ao levantamento de qualquer contra-ordenação, nem há crime ambiental" relativamente ao manto de espuma branca que a montante de Vila Velha de Ródão (Castelo Branco) surgiu no Rio Tejo esta madrugada.
Uma fonte desta força de segurança refere que "depois de acompanhado o manto de espuma e de se terem efectuado diligências para determinar a sua origem, pode concluir-se que esta está numa forte descarga de água efectuada na Barragem de Cedillo (fronteira com Espanha), junto a Monte Fidalgo (Vila Velha de Ródão)".

A mesma fonte esclarece também que "alguma poluição que já exista na água e as micro-algas que também são vulgares no rio nesta zona, associadas à força da água devido à descarga formaram o manto de espuma que desde esta madrugada é visível no Rio Tejo".
Lembre-se que o Rio Tejo, a montante de Vila Velha de Ródão, acordou esta sexta-feira, dia 26 de Fevereiro, com um manto de espuma branca, tal como confirmou Samuel Infante, da Quercus de Castelo Branco.

"O alerta chegou à Quercus esta madrugada, um cenário que confirmámos no local", revelou este responsável, explicando que "o Tejo está coberto com um manto de espuma branco, atingindo, em alguns sítios, um metro de altura".
A Quercus informou de imediato as diversas entidades interessadas nesta situação, como a Câmara Municipal de Vila Velha de Ródão, a Administração da Região Hidrográfica (ARH) do Tejo e o Serviço de Protecção da Natureza e Ambiente (SEPNA) da GNR.
Maria do Carmo Sequeira, presidente da Câmara Municipal de Vila Velha de Ródão, está também a acompanhar esta situação.

"Quinta-feira à noite o rio estava cheio, mas dentro da normalidade e, de facto, na manhã de sexta-feira a situação já era diferente. Mas mandamos de imediato efectuar análises à água, pelo que temos de aguardar os resultados para chegar a alguma conclusão", adiantou a autarca.
Samuel Infante acrescenta que "esta situação pode acontecer devido a uma descarga industrial, mas também pode ser consequência das descargas das barragens de Alcântara e Cedillo, que estão na sua cota máxima".

Contudo, este responsável da Quercus sublinha que "é importante alertar sempre para este tipo de situação pois, apesar de poder ser um fenómeno natural, também há empresas que, por vezes, aproveitam as chuvas e estas descargas, para despejar também os seus resíduos nos caudais dos rios".


Fonte: EXPRESSO