sexta-feira, abril 21, 2006

Jornal Informativo nº03/2006

GRUPO DE AMIGOS DE VILAS RUIVAS,
APROVADO O RELATÓRIO E CONTAS DO ANO DE 2005.
Realizou-se no pretérito dia 25 de Março, a Assembleia Geral Ordinária do Grupo de Amigos de Vilas Ruivas, tendo na ordem de trabalhos, a apresentação, discussão e votação do Relatório e Contas do ano de 2005, bem assim como a apresentação de outros assuntos de interesse para a Associação.

Com a presença de cerca de três dezenas de Associados, o Presidente da Direcção, Jorge Manuel Cardoso, explicou pormenorizadamente todas as contas de 2005, em que a Associação movimentou cerca de 86.000 euros. Nestas verbas destaca-se a aquisição da sede social da Associação (30.000 euros), bem assim como as obras de remodelação
( cerca de 20.000 euros), que absorveram mais de metade das verbas movimentadas. Relativamente aos empréstimos, o presidente do Grupo de Amigos de Vilas Ruivas, explicou que eles já foram pagos á entidade bancária, faltando apenas pagar os empréstimos solicitados dentro da própria aldeia, os quais, deverão ser pagos brevemente.

Num ano em que a Associação foi legalizada, as restantes verbas despendidas foram absorvidas por impostos, escrituras, bens adquiridos para a sede social, organização de eventos ao longo do ano de 2005, electricidade e água, bem assim como com outros bens indispensáveis ao funcionamento da Associação.
Relativamente ás receitas, a maior fatia vem dos donativos efectuados, quer pelas diferentes Comissões de Festas anteriores a 2005 (cerca de 15.000 euros), quer pelos donativos dos associados e população em geral (17.500 euros), comparticipação da Câmara Municipal de Vila Velha de Ródão ( 6.000 euros), Comissão de Festas de 2005 ( 6.000 euros), entre muitos outros donativos recolhidos, quer a particulares, quer a outras entidades.

Jorge Manuel Cardoso, reafirmou que “foi uma luta constante para arranjarmos dinheiro e erguer esta Associação, contando com a ajuda de muita gente, que assim se juntou á Associação, lutando pela mesma causa”, acrescentando ainda que “ só avançaremos para a 2ª fase das obras com garantias de que temos verbas suficientes para as fazermos, sem passar por dificuldades”, relembrando “ que a crise que o País está a atravessar, afecta-nos a todos”. O Presidente da Direcção, elogiou o trabalho desenvolvido por toda a população da aldeia, nomeadamente aqueles que desde a primeira hora têm mantido de pé a Associação, organizando vários eventos e colocando a sede social ao dispôr de todos. Aliás, e neste sentido, Jorge Manuel Cardoso, propôs um voto de louvor a todas as senhoras de Vilas Ruivas, que têm colaborado com a Associação, voto esse que foi aprovado por unanimidade dos presentes. Relativamente ao futuro, o Presidente da Direcção, “espera que o êxito da Associação continue a ser uma realidade não só para a aldeia, mas para todo o concelho de Vila Velha de Ródão, já que as actividades desenvolvidas em 2005, superaram as expectativas, e as já realizadas em 2006, continuam a congregar muita gente em redor da Associação”.

POSSIBILIDADE DE SE AVANÇAR PARA UM CENTRO DE DIA A MÉDIO PRAZO.

Outro dos assuntos discutidos nesta Assembleia Geral, foi o facto de estar em cima da mesa, uma proposta de doação de uma casa sita na aldeia, á Associação, por parte do Associado, José Rei, e esposa, D. Ivone, com a finalidade de a mesma se destinar a um Centro de Dia para os idosos da Aldeia de Vilas Ruivas.

O assunto foi discutido abertamente por parte de todos os presentes, onde todos opinaram sobre o assunto. A Assembleia Geral decidiu “adiar” a discussão dessa proposta para a próxima Assembleia Geral, após a prospecção de apoios para se avançar para esse mesmo Centro de Dia. Alguns elementos presentes, já estão no terreno para estudar todas as hipóteses de apoios e de se avançar para esse mesmo Centro de Dia.
Em caso afirmativo, a Associação terá que alterar os estatutos em Assembleia Geral, e posteriormente, através de escritura, para uma IPSS- Instituição Particular de Solidariedade Social. No entanto, todos ficaram sensibilizados com esta doação, esperando que o projecto tenha pernas para andar, para o bem social da aldeia de Vilas Ruivas.

CONVÍVIO DA QUADRA PASCAL
O Grupo de Amigos de Vilas Ruivas levou a efeito mais um convívio da Quadra Pascal, que congregou muitos convivas na sede da Associação.
Os Jogos Tradicionais foram uma constante durante os quatro dias desta quadra, bem assim como alguns passeios pedestres até á Ermida de Nossa Senhora e ao Castelo. A apanha tradicional dos “tortulhos” foi também uma constante, com muita gente a demandar os campos, na procura deste apetitoso “petisco”, com alguns a apanharem uns bons quilos, e outros com menos sorte nessa procura. Aliás, face ao êxito deste ano, e sob proposta de um Associado, o Grupo de Amigos de Vilas Ruivas, poderá dedicar no próximo ano, especial atenção a esta actividade, criando o dia do “Tortulho” na aldeia, que em princípio, acontecerá durante um dos dias da quadra Pascal, ou em meados de Março. Será o reavivar das tradições antigas na aldeia, em que eram frequentes as idas aos tortulhos, servindo essa procura, como momentos de grande e salutar convívio entre todos os participantes.
Muita gente na aldeia, ruas coloridas, muito trânsito para o que é habitual, com muita alegria por parte de todos, em verem tão grande movimento em Vilas Ruivas. Na realidade, a Associação está a concretizar os objectivos preconizados, que passam pelo bem estar social da aldeia, bem assim como o de promover o convívio entre todos. Nota-se nos rostos de todos, uma outra alegria e um outro espírito social. Vilas Ruivas está de parabéns, pois há muitos anos, que não se via tanta gente na aldeia, em plena quadra Pascal.

VERDADEIRAS ROMARIAS AO ALTO DA SERRAQUADRA PASCAL LEVOU MUITA GENTE AO CASTELO
Tal como aconteceu no período da quadra carnavalesca, mais uma vez assistimos nesta quadra pascal, a autênticas romarias ao alto da serra, para uma visita ao Castelo e Ermida de Nossa Senhora do Castelo.
Para além dos passeios pedestres das gentes das Vilas Ruivas ao local, viram-se centenas de pessoas a passear em toda a zona envolvente. Também em plena serra, dava para perceber esse grande movimento, com muitos veículos estacionados no Largo fronteiriço á Ermida e em redor da estrada de ligação ao local. Sem sombra de dúvidas, que temos ali um local de grande potência turística a explorar, com muitos dividendos para o nosso concelho, que tanto necessita destas avalanches a nível de turismo.

DIA 17 DE JUNHO2ª EDIÇÃO DA FESTA DA SARDINHA EM VILAS RUIVAS
Está já marcada a 2ª edição da Festa da Sardinha na aldeia de Vilas Ruivas, organizada pela Associação local. Este ano, a Festa realiza-se no próximo dia 17 de Junho, a partir das 18.00 Horas, no Largo Principal da aldeia, e os objectivos passam por manter a excelente organização, bem assim como chamar mais gente á aldeia. Relembramos que no ano de 2005, foram duas centenas e meia de participantes neste evento, e para esta edição de 2006, esperam-se ainda mais participantes.
Para além da Sardinhada, o Grupo de Amigos de Vilas Ruivas vai oferecer uma noite muita animada a todos os participantes, com a presença do Grupo de Música Popular Portuguesa “Os Quintarolas”.
As inscrições já estão abertas na sede da Associação , em Vilas Ruivas, e podem ser feitas também, através dos telefones: 960043364 ou 967090436, ou ainda via e-mail:
jomaca@netcabo.pt, até ao próximo dia 10 de Junho de 2006.
Na próxima edição do nosso jornal, daremos mais pormenores sobre este evento.

Em principio... no dia 15 de Junho
EXCURSÃO Á BARRAGEM DO ALQUEVA
O Grupo de Amigos de Vilas Ruivas vai levar a efeito uma excursão à Barragem do Alqueva, marcada, em princípio, para o feriado do dia 15 de Junho de 2006. Esta excursão surge na sequência dos desejos manifestados pelos associados e população de Vilas Ruivas, em conhecer a Barragem.
Para além da visita ao maior largo artificial da Europa, está também prevista uma visita á cidade de Évora, cidade Património Mundial da UNESCO.
Na próxima edição do nosso jornal, daremos também mais pormenores sobre esta excursão.


ANDAM A DESTRUIR A NOSSA SERRA MUITO LIXO E ENTULHO DESPEJADO NAS ENCOSTAS.
Sinceramente, e para todos aqueles que participaram nos passeios pedestres até ao Castelo e Ermida de Nossa Senhora, o que foi visto ao longo dessas caminhadas, não agradou a ninguém. Na realidade, é muito triste assistirmos a todo o tipo de entulho e de lixo despejado nas encostas da nossa serra. Cenas que entristecem qualquer um, e que são fruto da inconsciência do ser humano. Toneladas e toneladas de entulho e de lixo mancham a beleza natural daquele local. É um alerta ás autoridades autárquicas e municipais, para que se evitem situações como aquelas que estão á vista de todos.

FESTA EM HONRA DE NOSSA SENHORA DA PIEDADE
ALVAIADE EM FESTA DIAS 12,13,14 E 15 DE MAIO.
Alvaiade vai estar em festa nos próximos dias 12,13,14 15 de Maio.
São as tradicionais Festas em Honra de Nossa Senhora da Piedade.
No programa dos Festejos, destaque para a actuação de três conjuntos Musicais: Mário e Companhia ( Dia 12), Onda M ( dia 13) e os Oásis ( dia 14), bem assim como para a actuação da Banda Filarmónica do Crato no domingo, dia 14, que acompanhará também a procissão em Honra da Santa Padroeira do Alvaiade.Na segunda feira ( dia 15), será a altura do encerramento dos festejos, com o convívio entre todos os naturais da aldeia ao som das Aparelhagens Sonoras “Octávio”, do Marmelal. Vamos desejar que o São Pedro ajude, e que estas Festas sejam mais um grande êxito organizativo, á semelhança do que aconteceu em anos anteriores.

Mais Uma notícia...

No concelho de Vila Velha de Ródão Actividades
Agendadas para o Mês de Maio de 2006

Dia 01 de Maio
Comemoração do Dia do Trabalhador
Passeio pedestre na área da freguesia de Fratel
Organização: Junta de Freguesia de Fratel
Apoio: S.F.E.B.F.

Dia 7 de Maio
Comemoração do Dia da Mãe (oferta aos idosos)
Organização: Santa Casa da Misericórdia de Vila Velha de
Ródão

Dias 12,13,14,e 15 de Maio
Festas Populares em Honra de Nossa Senhora da Piedade
Alvaiade

Dias 13 e 14 de Maio
IX Raia Tejo
Organização: A. E. A. T.
Residência Artística – Rui Sileira e Claudia

(de 16 a 31 de Maio)
Organização : CENTA

Dias 19 e 20 de Maio
Raly Portas de Ródão
Organização: Escuderia de Castelo Branco
Apoio: Câmara Municipal de Vila Velha de Ródão
Passeio pedestre/caminhada (Dia 21 de Maio)
Organização: Associação
de Tostão

(De 25 a 29 de Maio)
Feira do Livro Local: Casa de Artes e Cultura do Tejo
Organização : CMCD/Câmara Municipal

Dia 25 Maio
Piquenique na Praia Fluvial da Isna
Organização: Santa Casa da Misericórdia
Vila Velha de Ródão

terça-feira, abril 04, 2006

"Por esse Tejo acima"

Depois de desafiados pelos nossos amigos Nuno e Stela, lá fomos nós até terras do Rei Wamba. Após uma rápida passagem por Vila Velha de Ródão fizemos uma primeira paragem para observar o explendor das Portas de Ródão.

Um pouco mais acima, pudemos disfrutar novamente de uma belissima paisagem mas, desta vez, perto da Ermida de Nossa Senhora do Castelo (padroeira da aldeia de Vilas Ruivas, e a mais antiga do concelho de Vila Velha de Ródão), e da única torre do antigo Castelo de Ródão (Castelo do Rei Wamba), debruçado sobre as Portas de Ródão, em avançado estado de degradação e agora em fase de reconstrução pela autarquia rodense ao abrigo do VAMBA (Projecto de Valorização do Castelo de Ródão da Capela da Senhora do Castelo e Zona Envolvente).

Depois de satisfeito o olhar, foi tempo de satisfazer a barriga e, nada melhor, do que uma bela feijoada feita á moda de Vilas Ruivas.

Foi nesta agradável aldeia, que fomos simpáticamente recebidos pelos amigos de Vilas Ruivas com uma Feijoada deliciosa, vinho tinto do bom e doces caseiros maravilhos.

Salientamos igualmente a simplicidade e o bem receber das gentes de Vilas Ruivas que muito nos enterneceu e fez com que a vontade de lá voltarmos aumente a cada dia que passa.


Ás gentes de Vilas Ruivas, o nosso Bem Hajam!


Carnaval 2006 – Mário Leite e Ana Catarina

quarta-feira, março 22, 2006

Jornal Informativo nº02/2006

Com a participação de mais de uma centena de pessoas na quadra carnavalesca...
ENCHENTE NA SEDE SOCIAL DO GRUPO DE AMIGOS DE VILAS RUIVAS
Na quadra carnavalesca, o Grupo de Amigos de Vilas Ruivas levou a efeito mais uma festa convívio entre associados, população e amigos da aldeia. Uma festa convívio que se traduziu em dois almoços na sede da Associação, que juntaram mais de uma centena de convivas à mesma mesa.

No sábado, dia 25 de Fevereiro, a ementa foi um mega cozido à portuguesa, recheado dos bons condimentos gastronómicos da nossa região, que encheu por completo os dois pisos da Associação. Com um trabalho e ajuda exemplar de todos os elementos dos corpos sociais da Associação, a que se juntou também a ajuda sempre preciosa das senhoras da aldeia, este almoço fez crescer água na boca a todos o que nele participaram. Após o mesmo, ainda houve tempo para um bailarico e música ambiente no salão principal da Associação.

No domingo de Carnaval, novamente um almoço convívio entre todos, com uma boa feijoada a fazer as delícias de todos os convivas. Após o almoço, nada melhor do que uma boa caminhada de alguns quilómetros, com muita gente a visitar as obras de restauro do Castelo.

No cômputo geral, foram dois dias de grande convívio e de amizade entre todos os participantes, no fundo, o objectivo principal por que se rege o Grupo de Amigos de Vilas Ruivas, que neste caso, tem feito um trabalho brilhante. Um trabalho que consta em “obrigar” as pessoas a regressar à sua terra natal, participando activamente na vida da aldeia. E após quase dois anos de vida activa da Associação, verifica-se que, Vilas Ruivas está a mudar, com essa intensa actividade, que vai dando à aldeia, um outro colorido e uma outra alegria.


No fim-de-semana de Carnaval, grande movimento no Alto da Serra...
CENTENAS DE TURISTAS VISITARAM O CASTELO E ERMIDA DA SENHORA DO CASTELO

O facto já não é novo. Em quadras festivas, normalmente muitos turistas demandam o nosso concelho, com máquinas fotográficas e de filmar a tira colo. Nesta quadra carnavalesca isso mais uma vez aconteceu, e bem podemos dizer que a zona do Castelo e da Ermida de Nossa Senhora do Castelo, em Vilas Ruivas, foi a zona predilecta dos turistas. Muitos veículos a chegar, muita gente a passear por toda aquela zona envolvente, com muitas fotografias e filmagens à mistura. Durante sábado e domingo, centenas de veículos (muitos com matrícula estrangeira), subiram até ao alto da serra, com muita gente a ficar impressionada com a majestosa paisagem que dali se vislumbra. Apesar das obras de reconstrução que ali decorrem, muitos não quiseram desperdiçar a oportunidade de relembrar aquelas maravilhosas paisagens para a posterioridade. Desde famílias inteiras, até a alguns casais de namorados, que encontraram no local, alguns momentos inesquecíveis para a troca de alguns “beijinhos” mais ternurentos face a toda a beleza que estava debruçada a seus pés.

Curioso até, é que um casal que por ali passou, também quis desfrutar do almoço organizado pelo Grupo de Amigos de Vilas Ruivas. E pelos vistos, adoraram tanto a recepção e o almoço, que levaram no coração a aldeia de Vilas Ruivas e todos os seus habitantes, recorrendo ás máquinas fotográficas para viverem esse momento, com a promessa de em breve lá voltarem. Em relação a este elevado número de turistas na zona do Castelo e Ermida e de toda a área envolvente, não restam dúvidas nenhumas, que a nossa Câmara Municipal tem ali grandes potencialidades para explorar a nível turístico. Aliás, somos da opinião, que efectivamente, e quando aquela zona envolvente estiver totalmente requalificada, a nossa edilidade deverá apostar no avanço de um posto de turismo para o local, o qual deverá estar aberto nos períodos cruciais do ano, em que se intensifica a procura turística. Pela nossa experiência (que assiduamente visitamos o local), até podemos sugerir o fim-de-semana de Carnaval, da Páscoa, alguns fins-de-semana prolongados, e o período de 01 de Maio a 30 de Setembro de cada ano. E dizemos isto, porque ao longo de muitos anos, nos habituámos a ver (durante esses mesmos períodos), centenas e centenas de turistas a visitarem toda aquela zona. Inclusivamente, até tradicionais piqueniques ali se têm realizado.



Dia 25 de Março de 2006.
ASSEMBLEIA GERAL NO GRUPO DE AMIGOS DE VILAS RUIVAS

No dia 25 de Março realiza-se a Assembleia Geral Ordinária do Grupo de Amigos de Vilas Ruivas, tendo na ordem de trabalhos, a apresentação, discussão e votação do Relatório e Contas da Gerência de 2005, com o Parecer do Conselho Fiscal, bem assim como a apresentação e discussão de outros assuntos de interesse para a Associação. No próximo número do nosso jornal, daremos resumidamente, os factos mais importantes que se realçaram dessa Assembleia Magna do Grupo de Amigos de Vilas Ruivas, onde durante o ano de 2005, foram movimentados cerca de 90.000 euros, com particular destaque para os investimentos efectuados na compra e nas obras de restauro da sede social.

O que sinceramente desejamos, é que os associados participem activamente nesta Assembleia Geral, e que tomem conhecimento do que foi feito durante o ano de 2005, pela direcção do Grupo de Amigos de Vilas Ruivas, e as contas de gerência a apresentar.

Mais donativos para o Grupo de Amigos de Vilas Ruivas.
À sede do Grupo de Amigos de Vilas Ruivas, vão chegando mais donativos tendo em vista as obras da 2ª fase da Sede Social do Grupo:

Paulo Alexandre Ferro Pereira

150,00

Horácio Pires Lourenço

63,00

Ilda da Piedade Ribeiro Pires

250,00

Maria Rosa Pires Rodrigues

50,00

Manuel Luís Paulino

10,00

Francisco Mendes Rei

10,00

Luís Mendes Rei

10,00

Maria Helena Piedade Dinis

50,00

David da Piedade

30,00

Afonso Marques

10,00

segunda-feira, março 06, 2006

ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA - CONVOCATÓRIA

GRUPO DE AMIGOS DE VILAS RUIVAS

Fundado a 17 de Agosto de 2004.

NIPC: 507163168

Rua Principal, n.º 2 – Vilas Ruivas 6030 Vila Velha de Ródão


ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA

CONVOCATÓRIA

De acordo com o preceituado no n.º 3 do Artº 5º dos Estatutos, complementado com a alínea e) do n.º 3 do artº 11º do Regulamento Interno , convoco todos os Associados do Grupo de Amigos de Vilas Ruivas, a participarem na Assembleia Geral Ordinária, que se realiza no próximo dia 25 de Março de 2006, pelas 15.00 Horas, na Sede Social da Associação, sita na Rua Principal, n.º 2, em Vilas Ruivas, com a seguinte ordem de trabalhos:

1 – Apresentação, discussão e aprovação do Relatório e Contas do Ano de 2005.

2 – Outros Assuntos de interesse para a Associação

Conforme o estipulado no n.º 7, do artº 11º do Regulamento Interno, a Assembleia Geral só poderá funcionar em única convocação, desde que esteja presente a maioria dos membros efectivos, e meia hora depois, com qualquer número de Associados.

Vilas Ruivas, 20 de Fevereiro de 2006.

A Presidente da Mesa da Assembleia Geral

( Stela Mendes)

quinta-feira, fevereiro 16, 2006

Lenda do Rei Wamba

Nas portas de Ródão do lado da Beira Baixa (Norte do Tejo) vivia um Rei que tinha lá um castelo que se chamava Rei Wamba e que dominava este lado. Este era um guarda avançado da Egitânia. O lado de lá era dominado por um Rei Mouro. A mulher do Rei Wamba perdeu-se de amores pelo Rei Mouro e este para a raptar tentou fazer um túnel que passaria por baixo do Tejo para a poder ir buscar. Os cálculos do Rei Mouro foram mal feitos e o buraco saiu acima do nível das águas (conforme ainda se pode ver). A mulher do Rei Wamba entrou em pânico e o Rei Wamba descobriu a finalidade do buraco. O Rei Wamba vendo a paixão que ela manifestava pelo outro, ofereceu-a então ao outro Rei como presente, mas sendo atada à má de um moinho, rolando pelas encostas até ao Rio Tejo. Pelo sitio onde passou a mó com a mulher do Rei Wamba atada nunca mais nasceu qualquer vegetação, conforme hoje ainda se pode verificar no local.

(enviado por: jorge cardoso jomaca@netcabo.pt)




VILA VELHA DE RODÃO

“Esta vila é indubitavelmente muito antiga, mas não há história que dê razão da sua história. Entendem alguns antiquários que a palavra RÓDÃO vem de Rodium , antiquíssima cidade romana.

No artigo Redinha narramos o que os antigos acreditavam com respeito a Herodes, um dos verdugos do drama do Calvário. Pois também em Vila Velha de Ródão existe uma lenda equivalente, baseada nos dizeres da parte ll da Monarquia Lusitana.

Na parte propriamente histórica, nada temos a objectar. Todos nos dizem que Herodes Antipas ll foi deposto por Caio Calígua, e toda a gente letrada sebe que esse foi o Herodes déspota, inimigo de Cristo, e degolador de João Baptista. Um tigre, o terrível déspota. E que repugnante vida a sua ! Tinha ele uma filha tão formosa quanto pervertida. Herodias se chamava. Concebeu ela uma paixão sensual por João Baptista, e empregou todos os meios de sedução, que baldados foram. O mancebo, cuja religião, princípios de moral, tradições pátrias e natureza honesta eram radicalmente divergentes da disso lutacriatura, repeliu as tentativas luxuriosas da bela cortesã.

Jurou ela perdê-lo. Herodes Antipas ardia em encestuosos desejos e fazia grandes esforços para lhe obter as boas graças e as torpes condescências. Herodes encontrou portanto o suspirado meio de vingança. Certa noite, no mais vergonhoso cúmulo de uma orgia, Herodes rojava-se aos pés da filha, devorando de infamíssima febre de possuir aquelas carnes resplandecentes de mocidade e formosura.

A devassa sorriu e quando lhe proponha que exigisse o que quisesse em troca dos seus favores, ela exigiu-lhe que lhe mandasse apresentar a cabeça de João Baptista.

Poucas horas depois estava feita a sua vontade. Um escravo oferecia-lhe a bela cabeça do mancebo, em uma salva de prata.

Desapossado dos seus estados, Herodes Antipa ll passou para a espanha, mas nem Josefo nem Adão Vieneuse, nem Morales, nem Niceforo Laymundo Ortega nos declaram o nome das povoações onde viveu o réprobo e a sua incestuosa companheira.

Este último e tão celebrado escritor, apenas diz: “Herodes, fugindo da face de Deus, viveu em Terragona, em Mérida e foi torpemente assassinado em uma cidade ou povoação lusitana, chamada RHODIO”.

Dá-se, porém, a complicada circunstância de haver em Portugal, antiga Lusitânia, várias povoações com o nome de RÓDÃO , e muitas quintas e casais denominados RODA.

Em Vila Velha de Ródão há um jogo que dizem ser a sepultura do tal Herodes. Outras terras dirão o mesmo, pelo menos todas as que têm o nome desta. Não faz mal ...”. (Arquivo História Pátria – 1902).

“E no próprio nome se mostra que o local era já habitado em tempos muito antigos. No mesmo Dicionário de Bento Pereira, citado anteriormente, lê-se que Rodiu-ii (Rodium ?) designou RÓDÃO, CIDADE ANTIGA DE Portugal, mas nenhum elemento elucidativo conseguimos obter, nem sequer a localização dessa suposta cidade antiga, o que faz prevalecer a dúvida sobre a origem do mesmo nome”. (Dr. Xavier Fernandes – 1944).

Vila Velha de Ródão, tem o rio Tejo a seus pés, num quadro de extraordinária beleza e singularidade. A Vila olha-o diariamente, num ritual de revelação estética e frescura. Para melhor admirar a inesquecível panorâmica, passeis até às majestosas Portas do Ródão, onde o rio estreita, investindo contra as rochas, que o acariciam na passagem.

As suas íngremes margens cobrem-se de oliveiras, acentuando a atmosfera bucólica que se respira no local.

Igual referência merece o património histórico da velha vila. A única torre do antigo Castelo, debruçado sobre as Portas de Ródão, em avançado estado de degradação ( e agora em fase de reconstrução pela autarquia rodense), é sinal da ocupação remota do povoado. No cume da serra onde ela se ergue, perto da Ermida de Nossa Senhora do Castelo, padroeira da aldeia de Vilas Ruivas, e a mais antiga do concelho de Vila Velha de Ródão, desfruta-se também um deslumbrante horizonte sobre o rio e montes circundantes.

No seio da vila levantam-se monumentos de grande expressão arquitectónicas. A igreja matriz pertenceu à Ordem dos Templários e, depois à Ordem de cristo. O discreto portal granítico da frontaria esconde um interior de três naves e pilares de secção circular, bem ao estilo seiscentista. Antes de visitar as povoações de Monte de Famaco, Vilas Ruivas e Foz do Enxarrique, importantes centros arqueológicos do paleólitico, tome nota do pelourinho gótico, que no seu corpo tem esculpidos o brasão e as armas da Vila.

A sede do concelho de Vila Velha de Ródão está desdobrada em dois aglomerados populacionais: a vila propriamente dita, que sobe pela serra, e Porto do Tejo, que nasceu do tráfego fluvial anterior à construção da ponte e depois se desenvolveu ao longo da estrada.

A navegação no rio era muito importante. Os barcos portugueses subiam o Tejo até Alcântara, negociando com minério de ferro, madeira, cortiça, azeite, vinho, sal e lã.

Os rebanhos que vinham de transumância no serra da Estrela e se dirigiam para o Alentejo atravessavam o rio numa barca e chegavam a levar dois ou três dias para passar.

A construção do caminho de ferro e da ponte ligando as duas margens, em 1888, acabou com a navegação no local, que passou a ser apenas frequentado pelos pescadores, que apanhavam peixe abundante e saboroso, como barbo, boga, enguia, sável ,etc.

Hoje as águas estão muito poluídas, mas ainda se faz na região uma sopa de peixe que os entendedores consideram das mais saborosas de Portugal.

Do Castelo restam apenas as ruínas da velha medieval rodense, construída talvez pelo Templários. Conserva a de menagem, que, embora muito arruinada, preserva duas entaipadas seteiras abertas nos muros e uma ilegível inscrição gótica embebida, a grande altura, na face sul, sob uma fresta e acima do portal. Por todo o monte, chamado da Torre Velha, divisam-se vestígios de fortificações e estruturas.

O Tejo ainda há pouco que entrou em Portugal. Não existe estrada que o acompanhe de fronteira com a Espanha até Vila Velha de Ródão, que sabemos que a distância percorrida pelo rio desde a barragem de Cedillo (Espanha), que divide os dois países, até à vila não vai muito além dos 15 quilómetros. Eis-nos então em Vila Velha de Ródão, uma das muitas vilas que nasceram viradas para o Tejo.

É necessário subir a uma alta colina debruçada sobre o rio para ver o pouco que resta do castelo de Vila Velha de Ródão. A sua origem remonta ao início da nacionalidade e poucos são os dados que existem sobre o seu passado e arquitectura. As informações existentes fazem pensar que terá sido construída no reinado de D. Afonso Henriques, depois daquelas terras terem sido doadas `Ordem dos Templários, que ficaram com a obrigação de construírem um castelo para defesa do Tejo.

Em 1191, D, Sancho l acrescentou a esta doação a herdade de Açafa, onde estava incluída a Vila velhas de Ródão.

Tudo indica que foi já na vigência do mestre D. Lopo Fernandes que se concluíram as obras do castelo que compreendia para além deste, uma torre de menagem com a forma de um trapézio e uma muralha a envolver todo o conjunto. Porém, desta fortificação só restam vestígios da torre de menagem. Resta-nos imaginar como seria este castelo, senhor de uma ampla vista sobre o Tejo que prossegue o seu caminho até à foz.

As povoações desta região da Beira baixa vivem, na sua maior parte, predominantemente da agricultura, embora em muitas, sobretudo junto ao Tejo, o modo de vida tenha sido profundamente alterado nas últimas décadas pela introdução de várias indústrias.

Nas zonas rurais, a indústria tradicional, que funcionava apenas alguns meses por ano, era a dos lagares de azeite. No entanto, nos concelhos de Mação e de Vila Velha de Ródão essa cultura nunca foi explorada em grande extensão. Os vastos olivais que se debruçam sobre o Tejo e se prolongam pelas encostas e vales, desde Porto do tejo até Mação, onde actualmente confinam com o pinhal, foram plantados apenas nos últimos anos do século XlX.

Para proteger as oliveiras e as fixar à terra, evitando os danos das enxurradas, foram pacientemente construídas centenas de pequenos muros, destinados a segurar a terra nas encostas.

A criação de novas indústrias tem sido um factor importante no desenvolvimento local e tem contribuído bastante para a fixação das populações, devido à criação de muitos postos de trabalho.

Nos lagares, após a extracção do azeite, obtém-se o bagaço de azeitona, que é utilizado em rações para animais e como matéria-prima para a obtenção de óleos pesados. Também há na região fábricas de conserva de azeitona.

A maior fábrica destes sítios é a da Celulose do Tejo, que utiliza madeiras provenientes de outras regiões e movimenta muitas centenas de pessoas.

Antigamente, havia na região do pinhal diversas oficinas artesanais que tratavam as resinas e fabricavam aguarrás e pez-louro, mas actualmente já não existe nenhuma.

A proximidade de um grande rio determinou a localização nas suas margens de unidades transformadoras, para as quais era indispensáveis a presença da água. Nestas condições, temos ainda as Barragens do Fratel e de Belver e a grande Fábrica de Destilação de Resinas de Ortiga.

Nos últimos anos surgiram aqui diversas indústrias pequenas, sobretudo unidades de criação de gado suíno e aviários, mas há também fábricas de confecções, diversas serrações de madeira, etc.

Como complemento deste esforço empreendedor, estão a ser abertas algumas estradas que permitam mais fáceis acessos e melhores possibilidades de comunicação com outros centros.



Carlos Ribeiro

(enviado por: jorge cardoso jomaca@netcabo.pt)

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