UMA DAS MELHORES FESTAS DE QUE HÁ MEMÓRIA

Já há muito tempo que a aldeia de Vilas Ruivas não assistia a uma
festa tão grandiosa, como a que aconteceu este ano, em Honra de
Nossa Senhora do Castelo.
Mas não se julgue que a festa foram só três dias ! No dia 13 de Agosto, e como manda a tradição, realizou-se a festa destinada á juventude da aldeia.
Como sempre, cerca de meia centena de jovens rumaram até ao alto da serra, e no espaço fronteiriço á Ermida de Nossa Senhora do Castelo, organizaram a sua festa, com bebidas, petiscos e o DJ Nuno Mendes e DJ Kacilda que animaram a festa pela noite fora. Um gerador, grelhadores eléctricos, iluminação e muito gelo, serviram de apoio ao evento, que durante a noite, recebeu a visita de cerca de duas centenas de convivas, associados do Grupo de Amigos de Vilas Ruivas, que, e aliás, apoiou esta iniciativa.
Uma tradição que, e pelo sucesso demonstrado, é para continuar. Devido ao local e á perigosidade de incêndios, tudo foi feito dentro das mais elementares regras de segurança, para o que contribuiu também o apoio de alguns elementos dos Bombeiros Voluntários de Vila Velha de Ródão presentes no local. Lugar paradisíaco, a iluminação da Ponte sobre o Tejo foi tema de conversa entre todos, pela sua beleza vista do local. A “brincadeira” do costume também foi efectuada, e muitos “caíram na armadilha” do guarda do Castelo. Uma brincadeira que consiste em “enganar” os mais e menos novatos a transportar sandes e bebidas a um “imaginável” guarda do Castelo que se encontrava no turno da noite. Um momento de boa disposição, e onde muitos caíram na armadilha montada.
Ao som da excelente organista, "Carla Carapeto", a noite do dia 14 de Agosto encheu o Largo Principal da Aldeia. Curiosamente, só a partir da meia noite é que as pessoas começaram a chegar em grande número ao recinto. Uma noite que se prolongou até ás cinco horas da manhã, sempre com o Largo cheio de foliões.
No dia 15 de Agosto, o ponto alto foi sem sombra de dúvidas, a festa religiosa em Honra de Nossa Senhora do Castelo. Foi também o regresso de outra tradição, interrompida há uma dúzia de anos. Finalmente a festa voltou á sua forma original e tradicional, com a missa e a procissão a decorrer no alto da serra, na renovada Ermida de Nossa Senhora do Castelo. Uma obra da Câmara Municipal de Vila Velha de Ródão, que foi de encontro aos desejos de toda a população de Vilas Ruivas. E foi com a presença da Drª Maria do Carmo Sequeira, Presidente da Câmara Municipal de Vila Velha de Ródão, e de muitos fiéis, que o Reverendo Escarameia presidiu á cerimónia religiosa, num momento único de fé. Mais uma vez o nosso pároco referiu a importância deste acto litúrgico, como sendo o mais antigo do nosso concelho. Após a cerimónia religiosa, a procissão seguiu até á aldeia de Vilas Ruivas, num cortejo de dezenas e dezenas de veículos, onde se realizou o Adeus a Nossa Senhora.
Na noite do dia 15 de Agosto, o conjunto Musical “Toc & Foge” animou a festa pagã, novamente com o recinto cheio de convivas, que dançaram até altas horas da madrugada, incluindo a Presidente da Câmara Municipal de Vila Velha de Ródão, Drª Maria do Carmo Sequeira e restante família, presenças assíduas nos Festejos de Nossa Senhora do Castelo. Aliás, e durante a noite, muitos foram os naturais da aldeia que agradeceram o apoio da autarquia nas obras de reconstrução da Capela de Nossa Senhora do Castelo, bem assim como de alguns melhoramentos efectuados na aldeia do agrado de toda a população.
Para o dia 16 de Agosto, estava reservado o último dia dos festejos.


Á noite, o duo Musical “Oásis”, animou a festa até ás 4,30 horas da manhã, sempre com o Largo Principal cheio de gente bastante animada e participativa em termos de dança. A este propósito, e durante os três dias de festa, um Júri elegeu o Octávio Ribeiro e a sua filha, como os grandes vencedores do Concurso de Dança organizado pela Comissão de Festas. A par dos festejos, a artesã, Maria da Graça Pereira, efectuou uma exposição de artesanato, por sinal , bem concorrida por todos, e que foi sinónimo de sucesso.
À meia noite, os Corpos Sociais do Grupo de Amigos de Vilas Ruivas foram chamados ao palco, para se cantarem os parabéns ao 1º aniversário da Associação. É que já estávamos no dia 17, dia desse 1º aniversário da mais recente Associação Social e Cultural do nosso concelho.
Para 2006, foram nomeados para a Comissão de Festas os seguintes elementos:
Valentim Marques e Rui Marques; João Marques e Joaquim Cabaço; António Santos e filhos e José Cardoso e filhos.
LUCROS DAS FESTAS ATINGIRAM OS QUATRO MIL E CEM EUROS
Vilas Ruivas está assim de parabéns, pois conseguiu mobilizar muita gente em redor da sua festa. Pessoas que já há alguns anos que não se deslocavam á aldeia, e que ficaram surpreendidos com a mobilização de toda a gente, e com a construção e reconstrução de imóveis verificados nos últimos anos, fazendo de Vilas Ruivas, uma aldeia bem diferente do que era á uma dúzia de anos atrás. Sobretudo, uma aldeia mais “viva e mais alegre”, mais participativa e mobilizadora.
CONVÍVIO LEVA ENCHENTE AO LARGO PRINCIPAL DA ALDEIA

Mesas postas sob um enorme toldo a tapar o sol, as gentes da aldeia juntaram-se uma vez mais, para saudarem o 1º aniversário da sua Associação. Um êxito para a Associação, já que tudo correu sobre rodas, e todos ficaram satisfeitos com o convívio, que se prolongou pela noite fora.
REGULAMENTO INTERNO APROVADO POR UNANIMIDADE
Com uma sala repleta de associados, a Presidente da Mesa da Assembleia Geral, Stela Mendes, deu por aberta a sessão magna. O Presidente da Direcção, Jorge Cardoso, congratulou-se com a presença de todos nesta Assembleia Geral, e referiu que “ Estamos certamente todos felizes de estarmos hoje aqui. É sinal de que a obra está em andamento, e que esta Associação é já uma realidade muito forte na nossa aldeia e no nosso concelho. É uma Associação que já foi capaz de mobilizar todos os naturais e amigos da aldeia em prol de um bem comum. Quero agradecer a colaboração de toda a população na reconstrução desta nossa sede. Foram inexcedíveis no seu esforço para que tudo estivesse minimanente preparado para a Festa em Honra de Nossa Senhora do Castelo. A todos o meu muito obrigado. Não quero deixar passar em claro, o apoio da Câmara Municipal de Vila Velha de Ródão e da Junta de Freguesia de Vila Velha de Ródão. Sem o apoio das nossas forças autárquicas, esta obra não era possível. E ela só foi possível, porque desde a primeira hora, todos estiveram do nosso lado. Quero deixar uma palavra muito amiga ao Vice-Presidente Luís Pereira. Tem sido simplesmente impecável no andamento de todo este processo, mantendo-se permanentemente em contacto com a Direcção da Associação e com o andamento de todo o processo. A todos eles, o nosso bem haja. Esta é uma Assembleia Geral onde vamos começar a delinear estratégias para o futuro, porque o projecto que temos não termina aqui, com a construção desta sede. O Projecto é muito mais abrangente, mas como dizia alguém, “Roma e Pavia” não se fizeram num dia”. Desejo que esta força continue, aliás, ela é bem visível de todos, pois o número de associados não pára de crescer, e isso é sinal de mais responsabilidades para o nosso lado. Vamos continuar a lutar, unidos, para que a obra seja uma realidade, para o bem da nossa aldeia e de todos aqueles que estão connosco”, acrescentou. Seguidamente, o Presidente deu conhecimento do andamento das obras de reconstrução do imóvel, que servirá de sede, bem assim como das Contas actuais da Associação, dissipando algumas dúvidas que foram colocadas.
De posse dos Estatutos e do Regulamento Interno, e após algumas dúvidas desfeitas, os associados votaram e aprovaram por unanimidade o Regulamento Interno.
O associado José Pires Agostinho interpelou a mesa da Associação no sentido de “saber porque é que os filhos não tinham sido convidados para o almoço em que a Associação foi fundada”?. No direito de resposta, o presidente, Jorge Cardoso, referiu que “nem eu sabia que naquele dia (nr: 17 de Agosto de 2004), a Associação seria fundada. E só foi fundada naquele dia, porque depois de uma troca de impressões com todos os presentes sobre uma possível Associação na aldeia, os doze euros que recebi de troco do almoço, seriam as primeiras quotas a entrar para a fundação da Associação, a que se seguiram no meu acto, e de uma forma instintiva, os restantes convivas nesse almoço, que, e aliás, já era tradicional no dia a seguir ás Festas da Senhora do Castelo. Aliás, todos nós somos sócios fundadores, e não só aqueles que estiveram nesse almoço. Isso que fique bem claro, pois todos os associados que se inscreveram até dia 31 de Dezembro de 2004, são considerados sócios fundadores”, adiantou ainda Jorge Cardoso.
Também o associado, João Pires Mendes, algo emocionado referiu que “ esta obra foi a melhor coisa que aconteceu nesta aldeia nos últimos anos. Eu que costumo vir cá assiduamente, custava-me ver os velhinhos sentados ás portas de casa, nos bancos, sem terem um local de convívio e onde pudessem trocar impressões e jogar ás cartas. Esse espaço é hoje uma realidade, e estou muito feliz, porque sou bairrista, e quero-vos dizer, que enquanto houver gente desta a lutar pela aldeia, estamos bem servidos. Agora há é que apoiar e remarmos todos para o mesmo lado”, acrescentou. Uma enorme salva de palmas fez-se ecoar na sala.
Acácio Mendes Rei, Tesoureiro da Associação, referiu que “ enquanto nós cá estivermos, isto não vai parar, podem estar certos disto que eu vos digo. Somos poucos, mas bons, e toda a população desta aldeia nos tem dado forças e auxiliado na construção desta sede e no andamento da Associação. Esta obra não vai acabar aqui, pois ainda há muito para fazer”.
Seguiu-se a discussão e votação das normas de funcionamento das instalações da Associação, onde foi aprovada uma escala de serviço ás instalações, bem assim como pelo respectivo horário dentro das disponibilidades de cada um, constituída por João Albino António, João Cardoso São Pedro, Fernando Ribeiro Lourenço, José Pereira Correia, Valentim Marques, António Belo Gonçalves e Acácio Mendes Rei.
Foi também aprovado as normas de relacionamento com as diferentes Comissões de Festas da aldeia, em que o espaço da Associação, seria sempre cedido como apoio ao trabalho das mesmas na organização de eventos e das Festas em Honra de Nossa Senhora do Castelo, já que, e como estava previsto, em termos financeiros ambas vão trabalhar em conjunto. A este propósito, o Presidente Jorge Cardoso, referiu que “ foi mesmo para isso que esta Associação também foi fundada. Não só para dar apoio ás Comissões de Festas, mas a todos os associados , que daqui amanhã desejem comemorar um baptizado, ou uma festa de aniversário ou outro qualquer evento. Esta Associação está ao serviço de e para todos!”, acrescentou.
Sob proposta da Direcção, e aprovado por unanimidade, João Albino António e Marta Santos passam a fazer parte da Direcção da Associação como vogais suplentes.
MAGUSTO REALIZA-SE A 12 DE NOVEMBRO
Para além da boa castanha assada e da boa água pé, a entremeada e as febras de porco, vão fazer parte da ementa deste convívio, que, e mais uma vez, se espera que seja um êxito, á semelhança do que aconteceu em 2004. A Direcção do Grupo de Amigos de Vilas Ruivas está também a tentar, que esta festa do Magusto, seja abrilhantada por um Grupo Tradicional de Música Portuguesa. Talvez na próxima edição do nosso jornal, existam mais novidades sobre este evento.
Relembramos que na passagem de ano 2004-2005, o êxito foi total, com muita gente, num espaço que era então bastante reduzido, e que fez com que nas doze badaladas, toda a gente se congregasse no Largo Principal da Aldeia para chamar o Ano Novo e despedir-se do Ano Velho. Valeu na altura que a noite estava amena, mas este ano, e com as obras que já estão feitas, tudo vai ser certamente diferente.
Acácio Pires Gonçalves..................... 110,00 euros
António Ribeiro Santos..................... 100,00
Laura Pires Lopes Nunes................. 65,00
Carlos Manuel Pires......................... 180,00
Nuno Pinto......................................... 10,00
Álvaro Morgado Ribeiro ................. 100,00
João Catarino Ramalhete................ 50,00
Joaquim dos Reis Carmona............ 50,00
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A Transportar.................................. 8 220,00 euros